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nc9-Ela Só Queria Pedir Desculpas Pelo Vinho — Então Ele Perguntou Quem Era o Pai da Criança

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Leandro continuou olhando para Maitê, incapaz de desviar os olhos da pulseira. Depois respirou fundo e perguntou, quase sem voz: “Bianca… onde está Tomás agora?”

Bianca apertou a filha contra o peito. “Ele morreu oito meses atrás. Antes de partir, só me pediu uma coisa: que eu nunca procurasse os Ferraz.”

A expressão de Leandro endureceu. Tomás não teria dito aquilo sem motivo. Ele puxou uma cadeira para Bianca e ordenou: “Sente. Agora você vai me contar tudo.”

Bianca revelou que Tomás vivia escondido havia quase dois anos. Ele dizia estar sendo perseguido por alguém poderoso e temia que descobrissem sobre Maitê.

Poucas semanas antes de morrer, Tomás entregara a pulseira à filha. “Se algum Ferraz reconhecer isso, corra”, ele havia avisado Bianca com verdadeiro medo.

Leandro fechou os olhos. Aquela pulseira pertencera à mãe deles. Existiam apenas duas iguais: uma dele e outra entregue a Tomás quando completara dezoito anos.

“Então Maitê é minha sobrinha”, Leandro murmurou. Bianca respondeu imediatamente: “Ela é minha filha. E ninguém vai tirá-la de mim, nem mesmo sua família.”

Leandro abriu o colar escondido sob a camisa. Dentro havia o mesmo pequeno falcão gravado na pulseira. “Eu não quero tirá-la de você. Quero protegê-las.”

Naquela mesma noite, Leandro levou Bianca até uma sala privada da mansão. Dentro de um cofre antigo, guardava documentos que Tomás enviara meses antes de desaparecer.

Entre contratos e extratos bancários havia uma carta fechada. Na frente, apenas quatro palavras escritas à mão: “Para Leandro, se eu morrer.”

As mãos de Leandro tremiam ao abrir o envelope. Tomás revelava que descobrira um esquema milionário comandado pelo próprio tio, Augusto Ferraz, usando empresas da família.

Tomás reunira provas para denunciá-lo, mas Augusto descobrira tudo. “Se algo acontecer comigo, proteja Bianca e Maitê. Elas não sabem de nada”, dizia a carta.

Bianca começou a chorar silenciosamente. Finalmente compreendeu por que Tomás vivera olhando para trás. Leandro segurou a carta e disse: “Meu irmão morreu tentando salvar vocês.”

Na manhã seguinte, Augusto chegou exigindo falar com Leandro. Ao ver Bianca e Maitê dentro da mansão, perdeu a cor. Seus olhos pararam imediatamente na pulseira.

“Essa criança não deveria estar aqui”, Augusto disparou. Leandro caminhou lentamente até ele. “Interessante. Bianca nunca disse quem era a criança. Como você reconheceu a pulseira?”

O silêncio entregou Augusto antes mesmo de qualquer confissão. Leandro colocou sobre a mesa os documentos de Tomás, gravações bancárias e a carta deixada pelo irmão.

Horas depois, investigadores chegaram à propriedade. Augusto tentou fugir pelos fundos, mas foi detido diante dos funcionários enquanto Leandro observava sem dizer uma única palavra.

Meses depois, as provas confirmaram que Tomás havia sido assassinado por ordem de Augusto. O escândalo destruiu o império ilegal escondido dentro do sobrenome Ferraz.

Bianca recebeu a parte da herança que legalmente pertencia a Maitê. Leandro nunca tentou controlar suas vidas; tornou-se apenas aquilo que Tomás desejava: família verdadeira.

No aniversário de um ano de Maitê, Leandro ajoelhou-se diante dela e tocou delicadamente a pequena pulseira. “Seu pai salvou todos nós.” Bianca finalmente sorriu em paz.

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