92butt ELE PERGUNTOU SE ELA ESTAVA MESMO MORTA… E O BISTURI COMEÇOU A TREMER NA MÃO DA MÉDICA

Renata encarou o bisturi tremendo e depois Vicente. “Quer mesmo que eu abra o corpo na sua frente?” Ele sorriu friamente. “Quero ter certeza.” Bárbara permaneceu imóvel, sabendo que qualquer movimento poderia condená-la.
Renata aproximou a lâmina, mas parou a centímetros da pele. “Então chegue mais perto e assista.” Vicente avançou, satisfeito. “Finalmente entendeu.” Sem baixar os olhos, Renata deslizou discretamente o joelho sob a mesa.
Um pequeno botão de emergência estava escondido ali. Renata o pressionou. Vicente percebeu o movimento. “O que você fez?” Ela manteve a voz firme. “Garanti que, se eu morrer esta noite, alguém saiba quem estava nesta sala.”
Vicente perdeu o sorriso. “Você está blefando.” Renata respondeu: “Trabalho com mortos, Vicente. Aprendi cedo que os vivos deixam muito mais provas.” Do corredor surgiu o primeiro som distante de passos apressados.
Ele olhou para a porta. “Cancela isso!” Renata ergueu o bisturi. “Não existe botão para cancelar.” Então virou-se para Bárbara. “Agora!” Bárbara abriu os olhos e puxou o ar com força.
Vicente recuou, transtornado. “Você devia estar morta!” Bárbara começou a chorar. “Foi você! Você colocou aquilo na minha bebida!” Renata se colocou entre os dois. “Acabou, Vicente. Ela está viva para contar.”
Ele tentou chegar à porta, mas ela se abriu violentamente. Dois agentes entraram. “Vicente Ferraz, mãos onde possamos ver!” Ele congelou. “Isso é um absurdo! Essa mulher foi declarada morta!”
Bárbara levantou apenas a cabeça, ainda fraca. “Porque ele pagou para que acreditassem nisso.” Vicente gritou: “Ela está delirando!” Renata respondeu: “Então você não terá problema em explicar por que veio confirmar pessoalmente a morte dela.”
Um investigador aproximou-se. “Já sabemos por quê.” Vicente empalideceu. “Como assim?” O homem mostrou um telefone lacrado. “Encontramos mensagens ordenando que ninguém verificasse novamente os sinais vitais de Bárbara.”
Vicente encarou Bárbara com ódio. “Você destruiu tudo.” Ela respondeu, ainda tremendo: “Não. Você destruiu quando decidiu que minha vida valia menos que seus segredos.”
Algumas horas depois, Bárbara foi transferida para um hospital. Antes de sair, segurou a mão de Renata. “Você podia ter me entregado.” A médica respondeu: “Minha profissão começa onde o medo dos outros termina.”
Dias depois, os exames confirmaram a intoxicação e ligaram Vicente ao plano. O delegado disse: “Temos provas suficientes.” Bárbara fechou os olhos. “Então finalmente posso parar de fingir que estou morta.”
Meses mais tarde, Renata encontrou Bárbara caminhando novamente. “Como está se sentindo?” A jovem sorriu. “Viva. Parece uma palavra simples, mas agora significa tudo.”
Bárbara perguntou: “Você ainda pensa naquela noite?” Renata assentiu. “Toda vez que seguro um bisturi.” Ela respirou fundo. “Mas agora lembro que instrumento nenhum decide quem vive. Pessoas decidem o que fazem com ele.”
No dia do julgamento, Vicente foi condenado e Bárbara saiu do tribunal sob a chuva. Renata esperava do lado de fora. “Terminou?”, perguntou. Bárbara olhou para o céu e sorriu. “Terminou para ele. Para mim, finalmente começou.” As duas caminharam juntas enquanto Bárbara completava: “Naquela mesa eu acordei achando que tinha segundos de vida. Hoje eu sei que ainda tenho uma vida inteira para recuperar.”
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