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72butt A Presa Soprou Uma Única Vela Sozinha… Então Sua Filha Apareceu

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Luana apertou Bia contra o peito como se tivesse medo de que a filha desaparecesse. Entre lágrimas, repetia: “Você veio mesmo… você tá aqui.” Bia segurou o rosto da mãe com as duas mãos. “Eu nunca esqueci seu aniversário, mãe.”

Mateus abraçou as duas e tentou conter o choro. “Ela contou os dias pra te ver.” Luana olhou para o irmão, emocionada. “Obrigada por cuidar dela quando eu não pude.” Ele respondeu: “Família não abandona família.”

Do outro lado do refeitório, Jô cruzou os braços para esconder a emoção. Luana perguntou: “Foi você que armou isso?” Jô soltou um pequeno sorriso. “Eu só disse que ninguém devia passar aniversário achando que não importa pra ninguém.”

Luana então olhou para Débora. “E você precisava arrancar meu bolo daquele jeito?” A agente respirou fundo. “Precisava parecer verdade.” Luana riu entre as lágrimas. “Quase te mandei pro inferno.” Débora respondeu: “Eu percebi.”

Bia apontou para o bolo grande. “Posso cortar com você?” Luana beijou sua testa. “Hoje você pode tudo.” A menina sorriu. “Então meu primeiro pedaço é seu.” Luana chorou novamente. “Esse é o melhor presente que eu podia ganhar.”

Durante a visita, Bia tirou um desenho da mochila. “Fiz nossa casa.” Luana viu três figuras de mãos dadas. “Quem é esse?” Bia respondeu: “Você, eu e o tio Mateus… esperando você voltar.”

Aquela frase atingiu Luana profundamente. “Você ainda me espera?” Bia franziu a testa. “Claro. Você é minha mãe.” Luana apertou o desenho contra o peito. “Então eu vou fazer por merecer cada dia que você esperou.”

Depois da visita, Luana procurou Débora. “Quero terminar os estudos.” A agente ergueu as sobrancelhas. “Tá falando sério?” Luana respondeu: “Minha filha precisa encontrar uma mãe melhor quando eu sair daqui.”

Jô ouviu e provocou: “Vai virar doutora agora?” Luana sorriu. “Primeiro eu termino o ensino médio.” Jô estendeu a mão. “Então eu estudo com você.” Luana apertou sua mão. “Fechado.”

Os meses passaram. Luana estudava, trabalhava e participava de todos os programas disponíveis. Em uma visita, Mateus mostrou suas notas para Bia. “Olha tua mãe.” Bia gritou: “Eu sabia que você conseguia!” Luana respondeu sorrindo: “Ainda não terminei.”

Certo dia, Débora entregou uma carta. “É da escola.” Luana abriu com as mãos tremendo. “Passei no curso técnico.” Jô bateu na mesa. “Eu falei!” Luana riu. “Pela primeira vez, eu também tô começando a acreditar.”

Anos depois, quando chegou o dia de deixar a prisão, Luana parou diante do portão sem conseguir andar. Débora perguntou: “Tá com medo?” Ela respondeu: “Muito.” Débora abriu o portão. “Então vai com medo mesmo. Mas não volta.”

Do lado de fora, Bia já era maior. Quando viu a mãe, correu gritando: “Mãe!” Luana largou a pequena bolsa e abriu os braços. “Minha filha!” As duas se abraçaram exatamente como naquele aniversário, só que agora não havia grades entre elas.

Mateus se aproximou sorrindo. “Tem alguém esperando em casa.” Luana perguntou assustada: “Quem?” Bia respondeu orgulhosa: “Um bolo. Mas dessa vez ninguém vai tirar.” Luana riu chorando. “Vocês não prestam.”

Naquela noite, diante de outra vela, Luana segurou a mão da filha e disse: “Naquele aniversário eu achei que tinha perdido tudo.” Bia encostou a cabeça em seu ombro. “E agora?” Luana olhou para a família ao redor da mesa e sorriu. “Agora eu sei que recomeçar não apaga o passado. Só prova que ele não precisa decidir o nosso futuro.”










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