65butt LA FINGIU ESTAR MORTA QUANDO ELE ENTROU — MAS O PIOR VEIO DEPOIS

Camila respirou fundo, ergueu o bisturi e aproximou a lâmina do peito de Lívia. Rafael sorriu, certo de que havia vencido. Então Camila parou a poucos milímetros da pele e perguntou, sem desviar os olhos: “Quer mesmo que eu prove, Rafael?”
Ele inclinou a cabeça, impaciente. “Abre o corpo. Agora.” Camila deixou o bisturi cair na bandeja com um estrondo metálico. Rafael franziu o rosto. “Que porra você tá fazendo?”
Camila puxou o celular do bolso do jaleco e mostrou a tela acesa. “Ganhando tempo.” O sorriso de Rafael desapareceu. Do aparelho vinha uma chamada ativa. “Tudo que você disse aqui foi ouvido.”
Rafael avançou furioso. “Desliga isso!” Antes que alcançasse Camila, Lívia abriu os olhos completamente e gritou: “Foi ele! Rafael tentou me matar!”
Rafael congelou por um segundo e depois agarrou Lívia pelo braço. “Cala a boca!” Camila empurrou sua mão e ficou entre os dois. “Encosta nela de novo e eu juro que você não sai daqui andando.”
Do corredor vieram passos correndo. Rafael olhou para a porta e perdeu a cor. “Você chamou a polícia?” Camila respondeu friamente: “Não. Chamei gente pior pra você: testemunhas.”
A porta se abriu com violência. Dois policiais e o diretor do IML entraram. “Rafael Vasconcelos, afaste-se da mesa!” ordenou um deles. Rafael ergueu as mãos, mas ainda tentou sorrir. “Essa mulher está delirando.”
Lívia se sentou lentamente, ainda tremendo. “Delirando?” Ela apontou para o próprio pescoço, onde havia marcas arroxeadas. “Você me dopou, me sufocou e pagou alguém pra declarar minha morte.”
O diretor encarou Rafael, horrorizado. “Os documentos chegaram assinados antes mesmo do corpo entrar aqui.” Camila completou: “E eu guardei cópias de tudo.”
Rafael tentou correr para a porta lateral. Um policial o derrubou contra a parede. “Acabou!” Rafael gritou, desesperado: “Vocês não sabem com quem estão mexendo!”
Lívia olhou para ele pela primeira vez sem medo. “Eu sei exatamente quem você é.” Sua voz falhou, mas ela continuou: “E passei meses juntando provas antes de você descobrir.”
O policial algemou Rafael. “Você está preso por tentativa de homicídio, fraude e conspiração.” Rafael virou o rosto para Lívia. “Você vai se arrepender.”
Ela desceu da mesa com a ajuda de Camila e respondeu: “Não. Pela primeira vez, eu vou dormir sem medo de você.” Rafael foi arrastado para fora enquanto a tempestade rugia do lado de fora.
Horas depois, já enrolada em um cobertor, Lívia segurou a mão de Camila. “Por que você acreditou em mim?” Camila sorriu cansada. “Porque gente morta não implora pela própria vida.”
Meses depois, Rafael foi condenado, os cúmplices do esquema foram presos e Lívia começou uma nova vida longe dele. Na saída do tribunal, ela abraçou Camila e disse: “Naquela noite, você não salvou só meu corpo.” Camila apertou sua mão e respondeu: “Então faça valer a pena.” Lívia olhou para o céu, finalmente livre, e sorriu: “Pode deixar. Agora eu vou viver.”
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