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22bz-“ACABOU… A GENTE CONSEGUIU.” — SEGUNDOS DEPOIS, MARIANA PERCEBEU QUE ESTAVA ERRADA

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Mariana mal conseguiu respirar quando a criatura avançou entre os carros. Ela empurrou Sofia para trás e gritou: “Corre pro corredor de emergência! Eu vou distrair ele!” Sofia agarrou sua jaqueta, chorando. “Não! Eu não vou deixar você!”

O monstro bateu o braço contra um dos SUVs e arrancou o retrovisor como se fosse plástico. Mariana olhou ao redor e viu um painel vermelho de incêndio. “Sofia, quando eu mandar, aperta aquele botão!” A menina assentiu, tremendo. “Eu consigo, Mari.”

Mariana pegou uma barra metálica caída no chão e bateu com força numa coluna. “EI! VEM ATRÁS DE MIM!” A criatura virou a cabeça violentamente. Sofia gritou: “Ele tá vindo!”

Mariana correu para o lado oposto enquanto o monstro a perseguia. No último segundo, ela berrou: “AGORA, SOFIA!” A menina bateu no botão e o sistema de emergência disparou. “Apertei!”

Sirene e luzes vermelhas explodiram pelo estacionamento. Grandes portas corta-fogo começaram a descer. Mariana mergulhou por baixo de uma delas e gritou: “Fecha! Fecha logo!” A criatura enfiou o braço antes que a barreira chegasse ao chão.

Sofia correu até a irmã. “Mari, ele tá preso!” Mariana olhou para o braço monstruoso se debatendo e respondeu: “Por enquanto. A gente precisa sair daqui antes que ele arrebente essa porta.”

Então um segundo rugido ecoou atrás delas. Sofia congelou. “Tem outro?” Mariana percebeu horrorizada que o primeiro monstro não era o mesmo que havia perseguido as duas anteriormente. “Meu Deus… eles são dois.”

Um barulho pesado surgiu do corredor escuro. Mariana segurou Sofia pela mão. “Não olha. Só corre.” Sofia perguntou chorando: “Pra onde?” Mariana apontou para uma placa de saída. “Pra rua. Dessa vez ninguém para.”

As duas dispararam escada acima enquanto algo subia atrás delas, quebrando degraus. Sofia tropeçou. “Eu não consigo!” Mariana a levantou nos braços. “Consegue sim. Eu prometi que ia tirar você daqui.”

Quando chegaram à porta final, Mariana empurrou a barra antipânico. Nada aconteceu. “Não! Tá travada!” Sofia apontou para uma alavanca lateral. “Mari, aquela coisa!” Mariana a puxou com toda a força. “Abre!”

A porta se soltou exatamente quando uma enorme mão apareceu no alto da escada. Mariana empurrou Sofia para fora. “CORRE!” A criatura saltou na direção delas, mas a pesada porta metálica fechou sobre seu caminho com um estrondo brutal.

As duas caíram na calçada molhada diante do shopping. Sofia abraçou Mariana e perguntou: “Acabou?” Mariana olhou para as luzes de emergência piscando atrás do vidro. “Agora acabou.”

Poucos segundos depois, seguranças e equipes de resgate cercaram o acesso. Um bombeiro perguntou: “Tem mais alguém lá dentro?” Mariana respirou fundo. “Se tiver… não é humano.”

Sofia apertou a mão da irmã. “Você ficou com medo?” Mariana sorriu entre lágrimas. “Muito.” Sofia encostou a cabeça nela. “Mas você não fugiu de mim.” Mariana respondeu: “Nunca vou fugir de você.”

Ao amanhecer, enquanto as duas eram levadas para casa, Sofia perguntou baixinho: “Mari… e se aquelas coisas voltarem?” Mariana olhou para a irmã, segurou sua mão e disse: “Então a gente enfrenta juntas.” Sofia finalmente sorriu. Atrás delas, o estacionamento permaneceu interditado, silencioso e vazio — e, pela primeira vez naquela noite, as duas sabiam que tinham sobrevivido não porque eram mais fortes que o medo, mas porque nenhuma delas abandonou a outra.

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