102butt “Cadê a porra da armadilha?” — Rodrigo conhecia Augusto bem demais para cair naquela oferta 😨🪤

As sirenes ficaram mais altas, e Rodrigo finalmente entendeu. “Você chamou a polícia antes de chegar aqui?” Augusto respondeu sem alterar a voz: “Eu não precisei chamar ninguém. Eles já estavam seguindo vocês.”
Caio olhou desesperado para a estrada. “Rato, pega a velha e vamos sair pelos fundos!” Cecília ergueu o queixo. “Encosta em mim de novo e você vai descobrir por que meu filho não está preocupado.”
Rodrigo segurou Caio pelo braço. “Não toca nela!” Caio se soltou furioso. “Desde quando você ficou com medo?” Rodrigo respondeu: “Desde que percebi quem montou essa armadilha.”
Augusto avançou apenas um passo. “Última chance. Soltem minha mãe e deitem no chão.” Caio riu nervosamente. “Você está desarmado.” Augusto respondeu: “E mesmo assim vocês dois estão tremendo.”
Faróis surgiram entre as árvores. Caio se virou para fugir. Rodrigo gritou: “Para! A mata deve estar cercada!” Augusto confirmou: “Finalmente você começou a pensar.”
Caio então agarrou Cecília pelo braço. “Ninguém se aproxima!” Augusto mudou o olhar pela primeira vez. “Solta ela.” Cecília encarou o criminoso e disse: “Você escolheu a pessoa errada para usar de escudo.”
Ela pisou com força no pé de Caio e puxou o braço. “Agora, Augusto!” O filho avançou, colocou-se entre a mãe e os fugitivos e ordenou: “No chão!”
Policiais apareceram dos dois lados da propriedade. “Mãos na cabeça!” Rodrigo ergueu imediatamente as mãos. Caio ainda hesitou. Augusto encarou-o. “Não piora o que já acabou.”
Caio finalmente caiu de joelhos. “Isso não termina aqui.” Augusto respondeu: “Para você, termina exatamente aqui.” Os agentes o algemaram enquanto Rodrigo abaixava a cabeça em silêncio.
Um dos policiais se aproximou. “Comandante, encontramos o carro roubado e o dinheiro na estrada.” Augusto olhou para Rodrigo. “Então desta vez você vai ficar preso por muito mais que três anos.”
Rodrigo respirou fundo. “Eu devia ter escolhido outra fazenda.” Cecília respondeu antes do filho: “Devia ter escolhido outra vida.”
Quando os carros policiais partiram, Augusto abraçou a mãe. “A senhora está machucada?” Cecília sorriu. “Só meu orgulho. Demorou demais para chegar.”
Augusto riu pela primeira vez. “Eu estava esperando o cerco fechar.” Cecília bateu levemente no peito dele. “Da próxima vez, avisa sua mãe antes de transformar a fazenda numa operação policial.”
Ele olhou para a estrada vazia. “Eles vieram atrás de um carro e encontraram a polícia inteira.” Cecília respondeu: “Não. Encontraram uma velha teimosa e o filho errado para provocar.”
Na varanda, ao anoitecer, Augusto entregou uma xícara de café à mãe. Cecília ergueu a xícara e disse: “À nossa fazenda.” Augusto sorriu. “E ao aviso para qualquer criminoso que apareça por aqui: desta vez, ninguém sai antes da polícia chegar.”
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